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Pessoas em situação de rua

A morte de um jovem de 18 anos, assassinado tragicamente por um morador de rua, na Praia do Boqueirão, em Santos, escancarou ainda mais o problema das pessoas que vivem em situação de rua, não só no município, mas em todo o país.

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), divulgou em 2022 um estudo que apontou: a população de rua no Brasil chega a 281 mil pessoas. Em Santos, o último censo da prefeitura estimou cerca de mil moradores nas ruas da cidade.

Muitas dessas pessoas, além dos dramas pessoais, carregam o peso da dependência química, o que torna a sua reintegração à sociedade ainda mais difícil.

As políticas públicas realmente eficientes são um grande desafio.

Não é construindo banheiros públicos e bebedouros exclusivos para moradores de rua (como foi proposto por uma vereadora de oposição em Santos que, depois do crime, adiou apressadamente o projeto) que vamos resolver esse problema tão complexo.

Precisamos de programas efetivos que consigam proteger, amparar e encaminhar essa população para sair desse círculo de degradação à vida. O governador de São Paulo, Tarcisio de Freitas, está dando um grande passo nesse sentido.

Ele reuniu agentes, grupos e ONGS que já trabalham com essa população e estão finalizando a criação de um amplo programa de acolhimento e reinserção à sociedade.

O projeto está baseado em eixos importantes: abordagem do morador de rua, acolhimento, tratamento da dependência química, atendimento individualizado para a reestruturação de um projeto de vida, apoio financeiro, elevação da auto estima, aumento de escolaridade, bolsa moradia, educação financeira e acompanhamento para o mercado de trabalho, ou seja, um programa completo que vai além de oferecer tratamento para drogas ou abrigo.

Tenho acompanhado a elaboração desse programa, junto aos técnicos da Secretaria de Desenvolvimento Social. O projeto piloto deve ser lançado em abril e será disponibilizado para as cidades sedes de regiões metropolitanas.

Conversei com o Secretário de Desenvolvimento Social do Estado, Gilberto Nascimento Júnior, sobre esse assunto. Pedi a ele que inclua a cidade de Santos nesse programa.

Como a iniciativa tem que vir da prefeitura, enviei ofício ao prefeito de Santos solicitando que ele permita que o município faça parte do projeto do governo do estado.

Esse não é um pedido meu. É um pedido da população santista que hoje convive com um número cada vez maior de moradores de rua em todas as áreas da cidade.

Os moradores de Santos não merecem sofrer com o aumento assustador da população de rua, muitos vindo de outras regiões. E, os moradores de rua que têm dependência química, precisam sair dessa situação, com direito a uma chance. O programa está pronto!

Acredito que com o comando do governador Tarcísio de Freitas será possível acolher de fato, cuidar e dar um novo significado à vida das pessoas mais vulneráveis, ou seja, as que mais precisam das políticas públicas.

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