
Lutar vale a pena. Foi no dia 5 de outubro deste ano, uma terça-feira, que tive meu direito de fala censurado na reunião do Conselho de Desenvolvimento da Região Metropolitana da Baixada Santista, o Condesb, justamente quando pretendia auxiliar os prefeitos a receber os recursos de repasses estaduais atrasados e também tornar este conselho mais democrático, garantindo, também, a participação dos vereadores e de outros segmentos da comunidade regional.
Na reunião seguinte, dia 26 de outubro, insisti e acabei falando rapidamente, uma vez que o presidente do Condesb me deu apenas dois minutos de tempo.
Reforcei que tinha razão, pois os repasses do Governo do Estado estavam mesmo atrasados; disse que faltam projetos de abrangência regional para que os deputados possam buscar recursos, tanto federais como estaduais, e que o Condesb precisava ser mais democrático.
Deixei claro, mais uma vez, naquele 26 de outubro, que os vereadores das nove cidades que formam a Região Metropolitana deveriam, sim, ter direito a participar das reuniões e das decisões do conselho.
Fiz estes pedidos por escrito, sempre com o objetivo de tornar o Condesb mais democrático, mais transparente e mais eficaz nas suas ações.
Agora, com a criação do Parlamento Regional da Baixada Santista, será inaugurada a participação dos legislativos municipais no Condesb.
O vereador Betinho Andrade, de Praia Grande, presidente da Uvesb, que reúne os 136 vereadores da Baixada, recém-empossado presidente do Parlamento, terá assento nas reuniões do Condesb.
O mandado no Parlamento Regional, criado pelo Estado para contribuir na interlocução com os conselhos de desenvolvimento, será de dois anos.
É um primeiro e importante passo. Falta agora garantir assento aos deputados estaduais e federais. Só assim, com mais participação e conversas francas e sem censura, o Condesb e a Agem, terão uma atuação mais efetiva.
É bom saber que brigamos pelo que é justo e nossas lutas surtem efeito. Com cobranças, polêmicas e também consenso, as reuniões do Condesb certamente serão mais produtivas, com resultados práticos para as nove cidades da Baixada Santista.